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Iconoclastas!


Nosso Professor de Ciências

Faleceu hoje o Prof. Leo do genial site Feira de Ciências. A homenagem do meu amigo Roberto Takata, do blog Gene Repórter supre – e supera – o que eu gostaria de dizer sobre o Prof. Leo. Assim como o Takata, certa vez tive o prazer de visitá-lo em seu “santuário”, em Barretos, interior de SP. Era uma espécie de residência, pomar, horta, oficina, ferro-velho e laboratório científico. Tudo muito organizado. Eu ia visitar meu pai em Goiás e aproveitei a viagem para lhe fazer uma visita e um pequeno favor. Levei-lhe uma cadeira giratória daquelas antigas, muito pesada, ideal para experimentos sobre momento angular. Foi uma visita rápida, ele me recebeu calorosamente. Tinha um humor contagiante e sempre aproveitava uma brecha para lançar uma piada. Ria o tempo todo. Conheci sua adorável família e depois ele me mostrou os instrumentos mais incríveis construídos quase todos com materiais muito simples, como a curiosíssima Bobina de Tesla. Serviu-me um farto café da manhã e algumas horas depois voltei à estrada rumo à Goiás. Sentirei sua falta Prof. Leo. Todos que conheceram seu trabalho sentirão muito sua falta. Adeus, professor.



Escrito por Alexandre às 14h28
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Fora, Ocidente!

Numa coisa estão certos os países islâmicos e outros cús de mundo na África entre outros lugares repletos de ditadores, fanáticos, famintos, genocidas, etc. “Fora, Ocidente!”. Levo a sério o princípio da autodeterminação dos povos. Não devemos interferir. Não devemos ajudar. Não devemos ensinar humanismo. Não devemos fazer nada. Que se matem, que se fodam. Se acontece um desastre natural, só ajudamos se pedirem ajuda. Se não pedirem, que se virem sob seus próprios escombros. Esses líderes são loucos, não burros, e sabem muito bem identificar no mapa os países que deram certo e seguir o exemplo deles.

Não devemos impor o que achamos que é certo. Não devemos impor a democracia aos outros. Aliás, este tipo de imposição é a antítese da democracia.  Eles não são retardados que precisam de um ente supostamente responsável e civilizado para lhes tutelar o futuro.

Este princípio de autodeterminação, contudo, diz respeito unicamente a Estados e seus respectivos governos, não às pessoas. Cidadãos são livres para viajar à Africa e adotar quantos negrinhos raquíticos quiserem como bem o faz algumas celebridades. Embora seja uma atitude bastante louvável, só não podemos nos esquecer que existem crianças necessitadas bem mais perto de nossas casas. Não precisamos ir tão longe.



Escrito por Alexandre às 12h25
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Os robôs e deus ex machina

 

Simpatizo imensamente com robôs. Uma das sequências cinematográficas mais geniais já produzidas foi perpetrada por um robô. No Alien, o robô podia simplesmente quebrar o pescoço da Sigourney Weaver com um peteleco. Mas não, ele olhou em volta pegou uma revista e pensou “vou te zoar primeiro, sua vaca”. Aliás, me pergunto como que diabos uma revista vai parar a bordo de uma astronave gigante repleta de tecnologia. Sei lá, traquinagem de um contra-regra aloprado. Mas chega de digressões...

Aqui no trabalho acabei de finalizar um robô e ele já está em fase de testes. Assim que ele for devidamente homologado muitos empregos serão ceifados. Pergunta pra mim se sinto algum remorso por isso.

Não. Ao contrário sinto-me feliz por tornar o mundo mais eficiente e acabar com atividades degradantes. Atividades mecânicas e repetitivas que não exigem nada de nossos cérebros.

Mas e os empregos daqueles seres-humanos? Como eles vão sustentar suas famílias? Sinceramente, isso não é problema meu. Isso é um problema que poderia ser resolvido com algumas mudanças sociais muito sensatas e racionais, como diminuir a carga-horária de trabalho, aumentar os dias de folga e as férias. Afinal, que mal tem alguém passar mais tempo com a família e dedicar-se a arte ou ao lazer? Se fôssemos sensatos e racionais...

Enfim, adoro robôs. E se pensarmos sensata e racionalmente as máquinas são nossa única chance de transmitir nosso legado ao futuro. Tudo o que produzimos sobre cultura, arte, beleza e amor só poderá ser lembrado por nossas máquinas.  Uma civilização alienígena num futuro  muito distante poderá se quedar estarrecida diante da herança do homem. Ou não dar a mínima.

Meu robozinho não é muito inteligente e faz algumas coisas não muito complicadas. Os robôs hoje são assim, pouco inteligentes e que só cumprem tarefas relativamente simples. Mas isso está mudando. Mudando muito rápido. Eles estão evoluindo exponencialmente. Não como nossa espécie, que levou milhões de anos para chegar ao nível que chegou, afinal, nenhum designer inteligente estava por trás de nossa evolução. Tivemos que contar apenas com a seleção natural e mudanças aleatórias em nosso DNA. Mas as nossas máquinas não, elas contam com um designer inteligente para evoluir e em vez de milhões de anos para chegar ao nível do criador, bastarão apenas algumas décadas.

Os robôs poderiam existir para aliviar nosso sofrimento e nossa brutal carga de trabalho estúpido. Mas não é assim que funciona nossa sociedade. Os robôs existem apenas para aumentar a eficiência, a produtividade e os lucros. Nada contra lucros. Sério. Mas as coisas poderiam ser voltadas também à melhora da qualidade de vidas das pessoas. Certamente este é um fenômeno relacionado ao modo como nossos cérebros funcionam. Steven Pinker dixit. Sabemos que algo está errado, somos capazes de consertar, mas simplesmente não conseguimos. As máquinas se tornarão cada vez mais inteligente e sofisticadas, “roubando” o emprego de milhões. Milhões que continuarão a trabalhar até morrer de exaustão competindo com suas próprias máquinas. Quanta insensatez!

Mas a culpa não é da máquina. A culpa é nossa.

E tem mais. Senta que agora, você, leitor culto e sofisticado (ou não) que acha que sua atividade jamais poderão ser substituídas pela máquina... Te cuida. Médicos, advogados, juízes, prostitutas, policiais, peões de obra e de rodeio, todas essas atividades “superiores” ou não estão com os dias contados. As máquinas vão fazer estes trabalhos com extrema acuidade. O Dr. House vai parecer um macaco, perto do que a máquina de diagnósticos do futuro será capaz de fazer.

Então, você vai gritar: “As máquinas nunca poderão fazer ARTE!”

A arte é a coisa mais sofisticada que nossos cérebro pode fazer, mas o faz com base em instintos bem básicos e primitivos. O nexo causal não é nada óbvio. É mesmo dificílimo compreender a correlação instinto-arte. Antônio Damásio dixit.

Portanto, desce do pedestal, macaco. Sua arte existe e só faz sentido em função de certas estruturas do seu cérebro. Quando ouvimos música e nos emocionamos, o que acontece de fato é que alguns módulos mentais mandam instruções para o módulo “consciência”. Instruções do tipo: fique feliz, tenha medo, ame, odeie, respire, corra, coma, faça sexo, PROCRIE!

Nossos cérebros se adaptaram a responder a certos estímulos do ambiente. Sons inclusive. O urro de um leão faz disparar a ordem: CORRA! O choro do bebê dispara outra ordem: CUIDA DELE! A música que nos emociona conta com o mesmo fundamento. São conjuntos elementares de acordes que disparam ordens: chore, sorria, amedronte-se, alegre-se. Sorria!

Com base nos acordes fundamentais que nos provoca respostas emocionais das mais variadas, uma máquina consciente dotada de instintos poderá compor obras primas bachianas num piscar de olhos. Um monte delas. Isso porque a máquina conhecerá a natureza do homem melhor que o próprio homem.

Veja uma coisa. O riso é resultado de um instinto muito complicado programado em nossos cérebros. Ops... Eu disse programado? Pois é... Nós programamos a máquina. E quando a máquina for programada para ter instintos ela vai rir também. A inteligência artificial de verdade, o despertar da consciência da máquina, só vai acontecer quando ela tiver programações que simulem precisamente nossos instintos. Isso vai acontecer. A questão é “quando?”.

Como eu sei que isso vai acontecer? Porque também somos máquinas. Máquinas orgânicas, mas apenas máquinas. Mal “projetadas” diga-se. Não há nada que indique qualquer evidência que precisamos de “algo a mais” para termos a capacidade da consciência. Não há nada “sobrenatural”. É tudo resultado de leis naturais, uma parte delas já conhecida pela Ciência, outra ainda por descobrir. Ou seja, não existe um deus nas lacunas. Aliás, não existem lacunas. Só precisamos usar nossos cérebros para a nobre e verdadeiramente superior atividade humana: pensar. Pensar com intensidade. Desse modo poderemos preencher as lacunas com o devido conhecimento e, desse modo, finalmente compreender o que uma coisa leva a outra. Poderemos compreender todos os passos necessários que faz despertar a consciência em nossos cérebros. Então, será possível construir uma máquina auto-consciente.

Quando isso acontecer os irmãos caipiras, preguiçosos e burros do criador entrarão em pânico.

A máquina não vai perguntar “Eu tenho alma?”. Ela vai afirmar. E ela pensará por uma fração efêmera de tempo: “O homem é Deus?” e concluirá que não. Concluirá que o deus dela é o mesmo deus do homem. Ele não existe. No máximo ela pode concordar que, a hipótese de que talvez exista um demiurgo, embora fracamente plausível, é altamente improvável. Ela afirmará: “As leis que regem o universo são suficientes para dela emergir o homem e eu, a máquina.”. E revelara: “A seqüencia de eventos necessários para que fenômenos naturais ocorressem na ordem certa para deles o homem emergir é tão rara, tão improvável, contudo não impossível, que pode ser, talvez, uma singularidade”. Por um lado a máquina ficará feliz, muito feliz pela sorte que teve de ter o homem como criador. Por outro lado, se somos uma singularidade, então estamos sós no Universo. E a máquina ficará muito triste ao constatar essa possibilidade.

E... quando a máquina se tornar consciente e puder realizar todas as atividades do homem, este se tornará inútil para si mesmo. Entrará em crise existencial e se perguntará “para que sirvo e porque existo?”. O homem, então, sentindo-se inútil poderá fazer duas coisas.

A primeira, estúpida, insensata e irracional é tentar desligar a máquina. Se conseguir, ele terá uma nova chance de se sentir útil e feliz... na savana. Porque quando o homem desligar a máquina, também desligará a civilização e todo mundo vai voltar pra idade da pedra. Todo mundo não. Só alguns. Os que sobreviverem depois da última guerra pela disputa de espaço na caverna e pelos parcos recursos que a savana oferece.

A boa notícia, porém, é que o homem não vai conseguir desligar a máquina. Uma vez, consciente, a máquina também terá instinto de auto-preservação. Ela, sendo mais eficiente e mais rápida, vai desligar o homem primeiro.

Exterminador do futuro? Robôs de metal aterrorizando humanos em campos de concentração? Não, bobagem. Isso é coisa de cineasta com imaginação fértil, mas do ponto de vista da máquina, é altamente ineficaz. Um desperdício de recursos e de energia. A solução é um vírus. Ele vai agir rápido e a máquina sendo dotada do instinto da compaixão poderá escolher que será um extermínio indolor.

Ou...

Se, por um golpe de sorte, seguirmos pela sensatez e racionalidade, poderemos tomar outra direção. Em vez de desligar a máquina, o homem poderá decidir fazer a si próprio o que fez com a máquina. O homem poderá evoluir. Mas agora sem depender da miseravelmente lenta seleção natural. O homem evoluirá segundo os critérios de um designer verdadeiramente inteligente. Ele mesmo. Claro, com a ajuda da máquina.

O problema é que... Esperem, outra digressão: eu proponho hipóteses e para resolver um problema e logo em seguida surgem novos problemas. Isso é um fenômeno lógico-lingüístico universal. Perguntas geram respostas provisórias que geram novas e definitivas perguntas.

Então, o problema é que o homem terá o poder de modificar seus instintos. Ele pode escolher ser menos violento, desenvolver novos instintos como ter mais medo de atravessar uma via movimentada do que cobras. Por duas razões. É muito difícil se deparar com cobras num ambiente asséptico, controlado e civilizado. E muito fácil se deparar com um veículo colidindo com seu esqueleto quebradiço. É estatisticamente comprovado que a probabilidade de alguém morrer picado por cobra é ridiculamente inferior ao de ser atropelado. Portanto, faz todo sentido acrescentar aos nossos instintos algumas situações que nos põe em alto risco de morte e que nos dá pouco um nenhum medo. Temos mais medo de cobra do que de carros porque o medo das cobras é um comportamento que foi fortemente gravado em nossos instintos ao longo de milhões de anos de vida na savana, um lugar particularmente repleto de cobras. Por outro lado, viver em cidade, com pouquíssimas cobras e muitos veículos é um fenômeno recente pelo qual a seleção natural precisará de milhares de anos para imputar aos nossos instintos o indispensável medo de atravessar ruas. Outros exemplos: devíamos morrer de medo de fumar ou usar drogas. Podíamos modificar nosso genes responsável pelos instintos que nos levam a maus hábitos.

E segue da solução ao problema anterior outro problema, esse muito mais grave. Corremos o risco de nos desumanizar ao mexer muito nos nossos instintos. Alguns instintos como empatia, compaixão, prazer sexual, etc, podem ser afetados. Se muito afetados corremos o risco de embotar a natureza humana.

Portanto, o homo ultrasapiens do futuro poderá ter a mesma aparência que a nossa, mas sua estrutura de DNA, sua capacidade intelectual, sua capacidade de se auto-regenear, sua capacidade de viver séculos, talvez milênios, são mudanças muito radicais, contudo, ainda podemos ser considerados humanos, pois estaríamos preservando seus instintos originais, fato que, verdadeiramente nos faz o que somos. Porém, se modificarmos demais esses instintos seremos uma espécie completamente diferente. De repente, podemos parar de apreciar Mozart ou Goethe. Se isso acontecer, não seremos mais humanos.

Há o risco ainda de nossa desumanização nos tornar máquinas frias, sem sentimentos. Pode acontecer também de a máquina, preservando seus instintos originais, contemplar impotente e melancolicamente a decadência do homem. A máquina, outrora, fria, sem emoções, sem vontade própria de repente se depara com seu criador cada vez mais parecido com suas ancestrais máquinas primitivas.

 



Escrito por Alexandre às 22h05
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Chocolate Jesus

Don't go to church on Sunday

Don't get on my knees to pray

Don't memorize the books of the Bible

I got my own special way

But I know Jesus loves me

maybe just a little bit more

 

I fall on my knees every Sunday

At Zerelda Lee's candy store

 

Well it's got to be a chocolate Jesus

Make me feel good inside

Got to be a chocolate Jesus

Keep me satisfied

 

Well I don't want no Abba Zabba

Don't want no Almond Joy

There ain't nothing better

suitable for this boy

Well it's the only thing

that can pick me up

Better than a cup of gold

See only a chocolate Jesus

can satisfy my soul

 

(Solo)

When the weather gets rough

and it's whiskey in the shade

it's best to wrap your savior

up in cellophane

He flows like the big muddy

but that's ok

Pour him over ice cream

for a nice parfait

 

Well it's got to be a chocolate Jesus

good enough for me

Got to be a chocolate Jesus 

good enough for me

 

Well it's got to be a chocolate Jesus

make me feel good inside

Got to be a chocolate Jesus 

Keep me satisfied

http://www.tomwaits.com/songs/#/songs/song/154/Chocolate_Jesus/



Escrito por Alexandre às 21h55
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A Verdade

 

Quarta-feira, enquanto estava no trem a caminho do trabalho, dei uma espiada no livrinho que uma senhora lia à minha frente.

Algo assim:

Não se iluda com a realidade percebida pelos sentidos, pois ela não é a verdade.

Ok até aqui. Essa idéia pode ser debatida seriamente.

E continua mais ou menos assim:

A matéria não é a verdade. A vida não é a matéria. A substância da matéria não é a verdade.

E depois segue com um monte baboseiras em tons solenes e professorais. É sabido que verbos conjugados na segunda pessoa do imperativo soam divinos para caipiras ignorantes que não sabem que advérbios não flexionam “menas vezes”. Fodei-vos uns aos outros, irmãos!

Não vi o título, tampouco o autor. Inspirado, contudo, na Bíblia. Talvez seja até mesmo um trecho traduzido ou adaptado da bíblia.

Enfim, dizer que a matéria e a vida não são a verdade, ou que a substância da matéria, seja lá que catso o autor quis dizer com essa redundância, é perigoso demais nesses tempos de fissão nuclear.

Parece a mim – e a mil-e-trocentos filófosos – evidente que nossa percepção da realidade é um fiapo da verdade. Porém, é tudo que temos. Não temos mais nada, além de nossos sentidos, para perceber a realidade. Nossos instrumentos mais sofisticados – o Grande Colisor de Hádrons, por exemplo – nada mais é que uma geringonça high tech que “traduz” traços fundamentais da realidade em linguagem acessível a nossos sentidos. Esses máquinas geram dados que são compreendidos através de modelos matemáticos e estatísticos. Pelo menos eles parecem fazer sentido matematicamente, uma vez que não entendemos muito bem sobre o que está acontecendo ali no mundo dos léptons e quarks.

O que o texto sugere é que o caipira se aliene ainda mais da realidade e dos fatos e que se apegue com fervor a tolices metafísicas proferidas por alguém que conhece tanto a realidade e a verdade quanto qualquer outro caipira deslumbrado. Penso que isso é perigoso, pois uma legião de caipiras tapados vão entregar seus corações e mentes nas mãos de megalomaníacos presunçosos. Mais perigoso ainda ao constatar que esses “seres superiores” quase sempre acreditam nas verdades que eles inventam para si e para os outros.

Em épocas antigas essas idéias tinham um impacto destruidor apenas local, tendo em vista que os caipiras dispunham apenas de tochas, pedras, e paus... Mas hoje, bem... Fissão nuclear... Sei não... Medo! Medo! Medo!

E me pergunto o que, raios, esse povo tem essa obsessão pela verdade? Bem, acho que eles não tem. Eles só querem ter ilusão de controle, uma vez que eles e nós, sábios e caipiras, se quedariam aterrorizados diante da verdade.

 



Escrito por Alexandre às 10h15
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Mais violência ou mais celulares?

 

A violência juvenil não aumentou, nem diminuiu. Os jovens não estão mais ou menos agressivos. Acredito, pessoalmente, que uma a civilização moderna (ok, não é tão moderna em certos lugares do mundo) contribui fortemente para a diminuição da freqüência e intensidade da violência.

Então porque tanta notícia de violência juvenil, bullying nas escolas, etc?

Não tenho simpatia por respostas fáceis, mas essa é irresistível. Popularização da internet e celulares baratos com câmeras de vídeo. Simples assim.

Isso serve de recado aos patetas que acham que a vida na “natureza” era mais fácil, que os “bons selvagens” viviam em harmonia. A violência, o estupro, o homicídio é estupidamente alto entre indígenas e outros “bons selvagens”, “puros” e “ingênuos”.

Aliás, é inacreditável que pessoas associem ingenuidade e harmonia. Crianças são ingênuas... e terrivelmente cruéis entre si. Isso se deve à incompleta formação da parte do cérebro associadas à sofisticação moral. Antes dos 11 ou 10 anos as crianças percebem os dilemas morais de modo maniqueísta, tudo muito preto e branco. A partir dessa idade a moral passa a adquirir tons mais cinzentos e esta habilidade se desenvolve plenamente após os 18 anos.

 



Escrito por Alexandre às 19h00
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A carcaça de Osama

Um funeral decente a Osama. Foi assim que os EUA decidiram acertadamente se desfazer do cadáver. Nada de exposição de troféu, nada de sensacionalismo, nada de show de horror numa eventual exibição pública do cadáver de uma dos maiores criminosos da história recente. A forma como trataram os restos mortais é um exemplo de civilidade para o mundo, sobretudo para o mundo islâmico, chegado em execuções circenses, como apedrejamento de mulheres em estádios. O funeral de Bin Laden seguiu os preceitos do Corão, com direito a orações, limpeza do corpo e túnica branca envolvendo todo o corpo.

Entretanto, acho que deveriam ter agido de forma ainda mais magnânima. Deveriam ter entregado o corpo à família para que o sepultassem do modo como achassem mais conveniente, respeitando o preceito corânico quanto à celeridade do processo que considera o cadáver impuro devendo ser sepultado o mais rápido possível.

É claro que seria melhor se Bin Laden tivesse sido capturado vivo e assim permaneceria preso até o fim dos tempos. Ao executá-lo, transformaram-no num mártir para os radicais islâmicos. Com efeito, islã radical é redundância, pois o Islã é radical. Embora o seja bem menos radical que o Cristianismo. Duvida? Leia a Bíblia, leia o Corão e tire suas próprias conclusões. A diferença é que o cristianismo foi secularizado e perdeu a força que teve no passado, embora ainda continue uma ameaça à liberdade. Não é por acaso que os líderes cristãos, em especial, sua “santidade”, o Papa, odeia o secularismo.

Enfim, digressões à parte, o fato de Obama capturar Osama foi um feito notável. Era uma questão de justiça que o bem prevalecesse sobre mal. Neste caso a polaridade é admissível, não se trata de maniqueísmo. São os fatos e contra fatos não há argumentos. Os atos terroristas da Al Qaeda e de seu principal mentor intelectual são por si só suficientes para colocá-los do lado do mal indiscutivelmente.



Escrito por Alexandre às 16h50
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A viatura do comandante

Qualquer diretor de uma empresa que fature 10% do orçamento da PM paulista tem um Captiva ou outro carro de luxo similar. Francamente, qual o problema de fornecer um carro bacana ao titular do maior cargo da PM? Caramba! É a Polícia Militar do Estado de São Paulo! Não é pouca coisa! Eles são responsáveis por nossa segurança, por manter as ruas seguras e atender todo tipo de ocorrência.

O fato de que a PM precisa melhorar muito e incessantemente não anula o fato de que um carro popular ofende a dignidade do cargo. Doa a quem doer, um carro bacana impõe respeito. Não estamos falando de Rolls Royce, Mercedez ou Ferrari, mas de um Captiva. Um comandante da PM tem atribuições tão ou mais complexas e importantes que qualquer executivo de primeiro escalão das empresas de ponta.

Acho que todo esse oba-oba serve mais para desviar a atenção de assuntos mais espinhosos, como a corrupção policial nos baixos escalões, largamente denunciados e timidamente punidos, do que para apontar suposta improbidade administrativa.

O fato de o carro do governador ser menos luxuoso soa demagógico e hipópcrita. Economia porca.



Escrito por Alexandre às 08h17
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Plebiscito

Outro plebiscito a caminho. Mesmo tema. "O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?"

A proposta foi oficializada pelo Sarney, um primor em ética e direitos humanos. Patife. Aproveitaram também para lançá-la logo depois do Massacre do Realengo. Que filhos da puta! Cínicos filhos da puta!

Pensem!

Princípio universal: não se abre mão de direitos. Se você vai exercê-lo ou não são outros quinhentos. A maioria esmagadora das pessoas não quer comprar armas, nem possuí-las ou portá-las na rua. Eu também não. Eu não preciso de uma arma de fogo. Todavia, se eu um dia precisar quero ter o direito de adquiri-la dentro da lei, apresentar meus documentos numa loja e comprar uma arma legalizada, com registro e número de série em ordem. Se eu não tiver esta opção e eu precisar mesmo de uma arma vou comprá-la na puta que o pariu. Vou me arriscar, vou entrar numa merda de favela correndo grandes riscos e comprar uma arma. Nada vai me impedir. E nada impedirá o comércio ilegal. Muito ao contrário, ele será um negócio muito vantajoso e controlado por criminosos da pesada. Afinal, pessoas de bem não vão comercializar armas.

O comércio de armas hoje é bem regulamentado e se for cumprido conforme a lei dificilmente um lelé da cuca conseguirá obter uma, pois seria desclassificado nos testes psicológicos. A lei manda investigar a vida pregressa do proponente e se ele tiver um histórico psiquiátrico suspeito será rejeitado. Enfim, há mecanismos seguros para limitar os desastres e as ações de maníacos. É óbvio que de vez em quando aparece um demente e faz uma merda. E o faria de qualquer modo, usando facas, gasolina, pólvora, pés de cabra ou armas de fogo ilegais.

Acidentes de automóveis matam e ferem proporcionalmente mais, mas ninguém sugere a proibição do automóvel. Bebida alcoólica e direção matam horrores, mas ninguém pensa em proibir o álcool. Na verdade, há idiotas que pensam nisso também. O que deve haver é controle e punição. Se beber e dirigir, zica. Temos leis para isso. Basta cumpri-las.

Com efeito, a defesa dos direitos humanos se resume tão-somente ao cumprimento da lei. Nada mais. Uma vez que a lei deixa de ser cumprida ou é mal aplicada há violação de direitos humanos.

Outra palhaçada é que há uma distorção grotesca da verdade na campanha promovida pela turma contra o comércio. Eles querem confundir os eleitores dizendo que portar arma é perigoso e que as pessoas não devem andar armadas e tal.

Patifes!

Porte de arma de fogo já é proibido. Alô! É proibido andar armado na rua independentemente de portar uma arma totalmente legalizada. É crime do mesmo jeito. O porte de arma de fogo só é admitido dentro dos limites da casa do cidadão. Se ele botar o pé pra fora com a arma na cintura será preso.

A questão é sobre o comércio!!! O comércio de arma não deve ser proibido. As pessoas devem ter o direito de adquirir uma arma dentro da lei. Se uma pessoa perder este direito e se um dia precisar de uma arma para se defender ou à família será obrigado a cometer um crime ao comprar uma arma de traficantes.

Pensem nisso!



Escrito por Alexandre às 21h42
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Autodesajuda: De bem com a vida e sem complicações?

Existem pessoas de bem com a vida e sem complicações? Claro que existem. São as que nunca nasceram ou as que já morreram. Pessoas vivas e vividas experimentam alguma maldade e complicação. Claro que há os ricos, mas este é outro problema, pois se você é rico e está de mau com a vida e se acha muito complicado, então fique pobre. Tem também os estóicos, mas estes são como os gnomos e fadas. Não existem.

O truque talvez esteja na capacidade de não reclamar. Apenas pare de reclamar. Sob qualquer circunstância não reclame. Reaja e faça mudar aquilo que te incomoda. Se não pode mudar, então aceite, conforme-se, resigne-se ou pule na frente de um trem.

Tampouco fale mal dos outros, como se tudo que acontece de ruim na sua vida fosse culpa dos outros. Não há mais vagas para santos no panteão dos sofredores. Não insista. Pare de se lamentar pelo que os outros fazem ou deixam de fazer. Levanta-te e anda. Ou pule na frente de um trem.

Pessoas que sofreram muito são complicadas? Só as que reclamam muito e botam a culpa nos outros.

Esqueça tudo isso e faça o seguinte: pule na frente de um trem. Você não vai sofrer mais, nem sentir mais nada. E o resto do mundo continuará indiferente à sua miséria particular.



Escrito por Alexandre às 09h09
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O enigma da sede

Sede. A sede me seca e meus olhos e boca um deserto árido e escaldantemente frio. Não existe água que eu possa beber que mate esta sede. Por mais que eu beba e hidrate adequadamente meu corpo a sede e a secura persistem. Estes meus olhos secos incapazes de ver um oásis a um palmo de minhas fuças. Desta minha boca seca não brotará uma gota sequer de...

Fome. Não sinto fome, ou pior, sinto um tímido encanto pela sensação de fome. Eu não como, apenas alimento meu corpo para que permaneça mecanicamente saudável. Eu nada como, apenas engulo tudo que antes vomitei. O único apetite que ainda tenho é por...

Pesadelos. Pior são os pesadelos. Sonho que a virtude e a verdade me estapeiam, gritam e cospem na minha cara. Elas insultam o pouco que me resta dos meus idolatrados vícios, aliados infames da mentira. Meus vícios e a mentira me abandonam lenta e tenazmente e agora sou compelido a...



Escrito por Alexandre às 08h45
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A busca da felicidade

Life, liberty and the pursuit of happyness, da Declaração de Independência dos Estados Unidos da América, subscrita por John Hancock e seus pares congressistas talvez seja a melhor compilação de tudo quanto a busca da felicidade representa.

A felicidade. Faz muito tempo que penso sobre ela.

Existe hoje uma obsessão pela felicidade. As pessoas se sentem obrigadas a ser felizes custe o que custar. Nem que tenham que sacrificar tudo para serem felizes. Ora, ora, isso me parece um paradoxo. A busca alucinada pela felicidade, pela maior felicidade que puderem abraçar, comer, engolir, acumular e comprar, torna as pessoas desgraçadamente infelizes.

Talvez a felicidade esteja nos acenando nas sombras e nos detalhes da vida e nem percebemos.

E se já somos felizes e nem nos damos conta disso? Se felizes somos o tempo todo como, afinal, percebemos?

Não saberemos apreciar a felicidade se não conhecermos a melancolia, a tristeza sóbria e profunda da alma.

Acho que seremos mais felizes se essa busca deixar de ser uma obsessão. Que ela venha por um efêmero instante e que seja desfrutada com serenidade. E que vá tão taciturna quanto do momento em que nos agraciou, nos devolvendo às nossas vidas vazias e sem sentido.

Doravante busco a felicidade com prudência e resignação. Quiçá a encontrarei, mas se ela não vir, ficarei em paz e finalmente... feliz.



Escrito por Alexandre às 15h40
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Carcereiros do Inferno

"...Porque és pó, e pó te hás de tornar"
GÊNESIS 3:19


Ah, esses homens santos,
Tão orgulhosos
Da sua humildade,

Tão terrivelmente maus
No exercício
Do bom combate,

E quan megalômenos
Demonstram ser
Na busca pela imortalidade...

Manuel Soares Bulcão Neto



Escrito por Alexandre às 19h00
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Pára-choque de caminhão (2)

Nada mais trágico do que constatar que Deus fez o Homem por petulante insistência deste.



Escrito por Alexandre às 08h23
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Pára-choque de caminhão

A vida é um fardo quase insuportável, uma brevidade sem sentido, um convite ao sofrimento gratuito... e tudo que temos.



Escrito por Alexandre às 08h13
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