
Meu Perfil BRASIL, Sudeste, OSASCO, JARDIM DAS FLORES, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Livros, Arte e cultura
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Iconoclastas!
Chocolate Jesus
Don't go to church on Sunday Don't get on my knees to pray Don't memorize the books of the Bible I got my own special way But I know Jesus loves me maybe just a little bit more I fall on my knees every Sunday At Zerelda Lee's candy store Well it's got to be a chocolate Jesus Make me feel good inside Got to be a chocolate Jesus Keep me satisfied Well I don't want no Abba Zabba Don't want no Almond Joy There ain't nothing better suitable for this boy Well it's the only thing that can pick me up Better than a cup of gold See only a chocolate Jesus can satisfy my soul (Solo) When the weather gets rough and it's whiskey in the shade it's best to wrap your savior up in cellophane He flows like the big muddy but that's ok Pour him over ice cream for a nice parfait Well it's got to be a chocolate Jesus good enough for me Got to be a chocolate Jesus good enough for me Well it's got to be a chocolate Jesus make me feel good inside Got to be a chocolate Jesus Keep me satisfied http://www.tomwaits.com/songs/#/songs/song/154/Chocolate_Jesus/
Escrito por Alexandre às 21h55
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A Verdade
Quarta-feira, enquanto estava no trem a caminho do trabalho, dei uma espiada no livrinho que uma senhora lia à minha frente. Algo assim: Não se iluda com a realidade percebida pelos sentidos, pois ela não é a verdade. Ok até aqui. Essa idéia pode ser debatida seriamente. E continua mais ou menos assim: A matéria não é a verdade. A vida não é a matéria. A substância da matéria não é a verdade. E depois segue com um monte baboseiras em tons solenes e professorais. É sabido que verbos conjugados na segunda pessoa do imperativo soam divinos para caipiras ignorantes que não sabem que advérbios não flexionam “menas vezes”. Fodei-vos uns aos outros, irmãos! Não vi o título, tampouco o autor. Inspirado, contudo, na Bíblia. Talvez seja até mesmo um trecho traduzido ou adaptado da bíblia. Enfim, dizer que a matéria e a vida não são a verdade, ou que a substância da matéria, seja lá que catso o autor quis dizer com essa redundância, é perigoso demais nesses tempos de fissão nuclear. Parece a mim – e a mil-e-trocentos filófosos – evidente que nossa percepção da realidade é um fiapo da verdade. Porém, é tudo que temos. Não temos mais nada, além de nossos sentidos, para perceber a realidade. Nossos instrumentos mais sofisticados – o Grande Colisor de Hádrons, por exemplo – nada mais é que uma geringonça high tech que “traduz” traços fundamentais da realidade em linguagem acessível a nossos sentidos. Esses máquinas geram dados que são compreendidos através de modelos matemáticos e estatísticos. Pelo menos eles parecem fazer sentido matematicamente, uma vez que não entendemos muito bem sobre o que está acontecendo ali no mundo dos léptons e quarks. O que o texto sugere é que o caipira se aliene ainda mais da realidade e dos fatos e que se apegue com fervor a tolices metafísicas proferidas por alguém que conhece tanto a realidade e a verdade quanto qualquer outro caipira deslumbrado. Penso que isso é perigoso, pois uma legião de caipiras tapados vão entregar seus corações e mentes nas mãos de megalomaníacos presunçosos. Mais perigoso ainda ao constatar que esses “seres superiores” quase sempre acreditam nas verdades que eles inventam para si e para os outros. Em épocas antigas essas idéias tinham um impacto destruidor apenas local, tendo em vista que os caipiras dispunham apenas de tochas, pedras, e paus... Mas hoje, bem... Fissão nuclear... Sei não... Medo! Medo! Medo! E me pergunto o que, raios, esse povo tem essa obsessão pela verdade? Bem, acho que eles não tem. Eles só querem ter ilusão de controle, uma vez que eles e nós, sábios e caipiras, se quedariam aterrorizados diante da verdade.
Escrito por Alexandre às 10h15
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Mais violência ou mais celulares?
A violência juvenil não aumentou, nem diminuiu. Os jovens não estão mais ou menos agressivos. Acredito, pessoalmente, que uma a civilização moderna (ok, não é tão moderna em certos lugares do mundo) contribui fortemente para a diminuição da freqüência e intensidade da violência. Então porque tanta notícia de violência juvenil, bullying nas escolas, etc? Não tenho simpatia por respostas fáceis, mas essa é irresistível. Popularização da internet e celulares baratos com câmeras de vídeo. Simples assim. Isso serve de recado aos patetas que acham que a vida na “natureza” era mais fácil, que os “bons selvagens” viviam em harmonia. A violência, o estupro, o homicídio é estupidamente alto entre indígenas e outros “bons selvagens”, “puros” e “ingênuos”. Aliás, é inacreditável que pessoas associem ingenuidade e harmonia. Crianças são ingênuas... e terrivelmente cruéis entre si. Isso se deve à incompleta formação da parte do cérebro associadas à sofisticação moral. Antes dos 11 ou 10 anos as crianças percebem os dilemas morais de modo maniqueísta, tudo muito preto e branco. A partir dessa idade a moral passa a adquirir tons mais cinzentos e esta habilidade se desenvolve plenamente após os 18 anos.
Escrito por Alexandre às 19h00
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A carcaça de Osama
Um funeral decente a Osama. Foi assim que os EUA decidiram acertadamente se desfazer do cadáver. Nada de exposição de troféu, nada de sensacionalismo, nada de show de horror numa eventual exibição pública do cadáver de uma dos maiores criminosos da história recente. A forma como trataram os restos mortais é um exemplo de civilidade para o mundo, sobretudo para o mundo islâmico, chegado em execuções circenses, como apedrejamento de mulheres em estádios. O funeral de Bin Laden seguiu os preceitos do Corão, com direito a orações, limpeza do corpo e túnica branca envolvendo todo o corpo. Entretanto, acho que deveriam ter agido de forma ainda mais magnânima. Deveriam ter entregado o corpo à família para que o sepultassem do modo como achassem mais conveniente, respeitando o preceito corânico quanto à celeridade do processo que considera o cadáver impuro devendo ser sepultado o mais rápido possível. É claro que seria melhor se Bin Laden tivesse sido capturado vivo e assim permaneceria preso até o fim dos tempos. Ao executá-lo, transformaram-no num mártir para os radicais islâmicos. Com efeito, islã radical é redundância, pois o Islã é radical. Embora o seja bem menos radical que o Cristianismo. Duvida? Leia a Bíblia, leia o Corão e tire suas próprias conclusões. A diferença é que o cristianismo foi secularizado e perdeu a força que teve no passado, embora ainda continue uma ameaça à liberdade. Não é por acaso que os líderes cristãos, em especial, sua “santidade”, o Papa, odeia o secularismo. Enfim, digressões à parte, o fato de Obama capturar Osama foi um feito notável. Era uma questão de justiça que o bem prevalecesse sobre mal. Neste caso a polaridade é admissível, não se trata de maniqueísmo. São os fatos e contra fatos não há argumentos. Os atos terroristas da Al Qaeda e de seu principal mentor intelectual são por si só suficientes para colocá-los do lado do mal indiscutivelmente.
Escrito por Alexandre às 16h50
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A viatura do comandante
Qualquer diretor de uma empresa que fature 10% do orçamento da PM paulista tem um Captiva ou outro carro de luxo similar. Francamente, qual o problema de fornecer um carro bacana ao titular do maior cargo da PM? Caramba! É a Polícia Militar do Estado de São Paulo! Não é pouca coisa! Eles são responsáveis por nossa segurança, por manter as ruas seguras e atender todo tipo de ocorrência. O fato de que a PM precisa melhorar muito e incessantemente não anula o fato de que um carro popular ofende a dignidade do cargo. Doa a quem doer, um carro bacana impõe respeito. Não estamos falando de Rolls Royce, Mercedez ou Ferrari, mas de um Captiva. Um comandante da PM tem atribuições tão ou mais complexas e importantes que qualquer executivo de primeiro escalão das empresas de ponta. Acho que todo esse oba-oba serve mais para desviar a atenção de assuntos mais espinhosos, como a corrupção policial nos baixos escalões, largamente denunciados e timidamente punidos, do que para apontar suposta improbidade administrativa. O fato de o carro do governador ser menos luxuoso soa demagógico e hipópcrita. Economia porca.
Escrito por Alexandre às 08h17
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Plebiscito
Outro plebiscito a caminho. Mesmo tema. "O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?" A proposta foi oficializada pelo Sarney, um primor em ética e direitos humanos. Patife. Aproveitaram também para lançá-la logo depois do Massacre do Realengo. Que filhos da puta! Cínicos filhos da puta! Pensem! Princípio universal: não se abre mão de direitos. Se você vai exercê-lo ou não são outros quinhentos. A maioria esmagadora das pessoas não quer comprar armas, nem possuí-las ou portá-las na rua. Eu também não. Eu não preciso de uma arma de fogo. Todavia, se eu um dia precisar quero ter o direito de adquiri-la dentro da lei, apresentar meus documentos numa loja e comprar uma arma legalizada, com registro e número de série em ordem. Se eu não tiver esta opção e eu precisar mesmo de uma arma vou comprá-la na puta que o pariu. Vou me arriscar, vou entrar numa merda de favela correndo grandes riscos e comprar uma arma. Nada vai me impedir. E nada impedirá o comércio ilegal. Muito ao contrário, ele será um negócio muito vantajoso e controlado por criminosos da pesada. Afinal, pessoas de bem não vão comercializar armas. O comércio de armas hoje é bem regulamentado e se for cumprido conforme a lei dificilmente um lelé da cuca conseguirá obter uma, pois seria desclassificado nos testes psicológicos. A lei manda investigar a vida pregressa do proponente e se ele tiver um histórico psiquiátrico suspeito será rejeitado. Enfim, há mecanismos seguros para limitar os desastres e as ações de maníacos. É óbvio que de vez em quando aparece um demente e faz uma merda. E o faria de qualquer modo, usando facas, gasolina, pólvora, pés de cabra ou armas de fogo ilegais. Acidentes de automóveis matam e ferem proporcionalmente mais, mas ninguém sugere a proibição do automóvel. Bebida alcoólica e direção matam horrores, mas ninguém pensa em proibir o álcool. Na verdade, há idiotas que pensam nisso também. O que deve haver é controle e punição. Se beber e dirigir, zica. Temos leis para isso. Basta cumpri-las. Com efeito, a defesa dos direitos humanos se resume tão-somente ao cumprimento da lei. Nada mais. Uma vez que a lei deixa de ser cumprida ou é mal aplicada há violação de direitos humanos. Outra palhaçada é que há uma distorção grotesca da verdade na campanha promovida pela turma contra o comércio. Eles querem confundir os eleitores dizendo que portar arma é perigoso e que as pessoas não devem andar armadas e tal. Patifes! Porte de arma de fogo já é proibido. Alô! É proibido andar armado na rua independentemente de portar uma arma totalmente legalizada. É crime do mesmo jeito. O porte de arma de fogo só é admitido dentro dos limites da casa do cidadão. Se ele botar o pé pra fora com a arma na cintura será preso. A questão é sobre o comércio!!! O comércio de arma não deve ser proibido. As pessoas devem ter o direito de adquirir uma arma dentro da lei. Se uma pessoa perder este direito e se um dia precisar de uma arma para se defender ou à família será obrigado a cometer um crime ao comprar uma arma de traficantes. Pensem nisso!
Escrito por Alexandre às 21h42
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Autodesajuda: De bem com a vida e sem complicações?
Existem pessoas de bem com a vida e sem complicações? Claro que existem. São as que nunca nasceram ou as que já morreram. Pessoas vivas e vividas experimentam alguma maldade e complicação. Claro que há os ricos, mas este é outro problema, pois se você é rico e está de mau com a vida e se acha muito complicado, então fique pobre. Tem também os estóicos, mas estes são como os gnomos e fadas. Não existem. O truque talvez esteja na capacidade de não reclamar. Apenas pare de reclamar. Sob qualquer circunstância não reclame. Reaja e faça mudar aquilo que te incomoda. Se não pode mudar, então aceite, conforme-se, resigne-se ou pule na frente de um trem. Tampouco fale mal dos outros, como se tudo que acontece de ruim na sua vida fosse culpa dos outros. Não há mais vagas para santos no panteão dos sofredores. Não insista. Pare de se lamentar pelo que os outros fazem ou deixam de fazer. Levanta-te e anda. Ou pule na frente de um trem. Pessoas que sofreram muito são complicadas? Só as que reclamam muito e botam a culpa nos outros. Esqueça tudo isso e faça o seguinte: pule na frente de um trem. Você não vai sofrer mais, nem sentir mais nada. E o resto do mundo continuará indiferente à sua miséria particular.
Escrito por Alexandre às 09h09
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O enigma da sede
Sede. A sede me seca e meus olhos e boca um deserto árido e escaldantemente frio. Não existe água que eu possa beber que mate esta sede. Por mais que eu beba e hidrate adequadamente meu corpo a sede e a secura persistem. Estes meus olhos secos incapazes de ver um oásis a um palmo de minhas fuças. Desta minha boca seca não brotará uma gota sequer de... Fome. Não sinto fome, ou pior, sinto um tímido encanto pela sensação de fome. Eu não como, apenas alimento meu corpo para que permaneça mecanicamente saudável. Eu nada como, apenas engulo tudo que antes vomitei. O único apetite que ainda tenho é por... Pesadelos. Pior são os pesadelos. Sonho que a virtude e a verdade me estapeiam, gritam e cospem na minha cara. Elas insultam o pouco que me resta dos meus idolatrados vícios, aliados infames da mentira. Meus vícios e a mentira me abandonam lenta e tenazmente e agora sou compelido a...
Escrito por Alexandre às 08h45
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A busca da felicidade
Life, liberty and the pursuit of happyness, da Declaração de Independência dos Estados Unidos da América, subscrita por John Hancock e seus pares congressistas talvez seja a melhor compilação de tudo quanto a busca da felicidade representa. A felicidade. Faz muito tempo que penso sobre ela. Existe hoje uma obsessão pela felicidade. As pessoas se sentem obrigadas a ser felizes custe o que custar. Nem que tenham que sacrificar tudo para serem felizes. Ora, ora, isso me parece um paradoxo. A busca alucinada pela felicidade, pela maior felicidade que puderem abraçar, comer, engolir, acumular e comprar, torna as pessoas desgraçadamente infelizes. Talvez a felicidade esteja nos acenando nas sombras e nos detalhes da vida e nem percebemos. E se já somos felizes e nem nos damos conta disso? Se felizes somos o tempo todo como, afinal, percebemos? Não saberemos apreciar a felicidade se não conhecermos a melancolia, a tristeza sóbria e profunda da alma. Acho que seremos mais felizes se essa busca deixar de ser uma obsessão. Que ela venha por um efêmero instante e que seja desfrutada com serenidade. E que vá tão taciturna quanto do momento em que nos agraciou, nos devolvendo às nossas vidas vazias e sem sentido. Doravante busco a felicidade com prudência e resignação. Quiçá a encontrarei, mas se ela não vir, ficarei em paz e finalmente... feliz.
Escrito por Alexandre às 15h40
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Carcereiros do Inferno
"...Porque és pó, e pó te hás de tornar" GÊNESIS 3:19 Ah, esses homens santos, Tão orgulhosos Da sua humildade,
Tão terrivelmente maus No exercício Do bom combate, E quan megalômenos Demonstram ser Na busca pela imortalidade... Manuel Soares Bulcão Neto
Escrito por Alexandre às 19h00
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Pára-choque de caminhão (2)
Nada mais trágico do que constatar que Deus fez o Homem por petulante insistência deste.
Escrito por Alexandre às 08h23
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Pára-choque de caminhão
A vida é um fardo quase insuportável, uma brevidade sem sentido, um convite ao sofrimento gratuito... e tudo que temos.
Escrito por Alexandre às 08h13
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No meio do caminha tinha uma arvore acorrentada
Quando eu nasci éramos 4 bilhões. Agora somos 6 quase 7 bilhões. Consumimos todos os recursos. Enchemos a atmosfera de oxigênio e matamos quase todas as formas de vida. É claro que tivemos ajuda dos eucariontes. Hoje vivemos quase paradas. Ficamos imóveis e esperamos crescer quando ninguém está olhando. Temos aliados. Abraçadores de árvores. São gente boa. Formas de vida animal que esperam nos ver crescendo. E crescemos em paz. Sugamos todo o lixo que vocês queimam. Outro dia quase fomos flagradas. Alguém pôs uma foto no jornal. Uma de nós se deixou fotografar. Era um paparazzi. Uma corrente de aço de quase 100 anos trespassava seu dorso num delírio fotossintético. Ela só queria ganhar fama. Ela, a árvore acorrentada, detestou depois de algumas décadas. Antes podia sair, dar um passeio. Agora quer fingir que sofre. Mas ela não sofre, ela só espera que um dedo curioso venha a lhe tocar. Vem um mendigo, um índio, um caboclo e mija no meu tronco. O xixi salgado ajuda a enferrujar a corrente. Mas eu não deixo a corrente enferrujar. Grito. Chamo a chuva e o raio. Envelheço de qualquer jeito. Minha corrente, meu adorno, minha joia, me dá fama. Virei capa de jornal verde. Acham que eu quero me libertar. Não quero. Só quero me sentir segura. Sou velha e preciso da segurança. Tenho medo de virar palito de dentes. No meio do caminho tinha uma árvore. Tinha uma árvore no meio do caminho. Rebelde, achei que a corrente me prenderia. Mas não prendeu. Veio o fiscal e quebrou minha corrente. Agora sou obrigada a ser livre. Sarte morreu, cacete! Non. Znort. Tilt. http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/855112-arvore-acorrentada-no-centro-ha-20-anos-intriga-prefeitura-de-sp.shtml
Escrito por Alexandre às 20h14
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Vício
– Aí, mano? Certo? – Certo. Trouxe a parada? – Truce. Taqui o baguio. Sente a seda. – É da boa. Com certeza. Trouxe quanto dessa parada? – Quarenta volumes. – Enrola um aí pa nóis fumá. – Novo ou Velho Testamento? – Velho Testamento, Levíticos. O baguio é violento, mano. Sobe pas cabeça e alucina. – Podicrê, os irmão vão se ligar na parada. – Manda prensar uns 800 desse baguio. O culto do domingo vai bombar, irmão. – Só. A irmandade vai chapar o coco. Se liga na arrecadação. http://www.redebomdia.com.br/Noticias/Dia-a-dia/41659/Dia+de+cao+na+casa+de+Deus (não é pra rir)
Escrito por Alexandre às 08h53
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Alegoria da Gordura
Obsoleto, antiquado, fora de lugar, inútil... Um soldado não precisa de um motivo para batalhar, só precisa de uma batalha. De preferência uma sem motivo. Lutar pela sobrevivência e bem-estar da família tem sido nossa fantasia de soldadinho às avessas. Penso que lutar por eles seja uma analogia ao campo de batalha ancestral. Nunca se lutou pela família, pelos filhos, nem pela pátria, seja que porra for isso. A luta encerra um fim em si mesmo. Lutamos por lutar, porque fomos concebidos para a guerra. Não conhecemos outra coisa senão a guerra. Quando superamos as outras espécies (fora as bactérias) passamos a nos matar com eficiência. O que sentimos falta mesmo é do sangue derramado, das vísceras penduradas, dos urros de terror e fúria. Agora, pessoalmente, como eu gostaria de massacrar e infligir infinito sofrimento a todos os merdas que se deslumbram de suas filosofias de auto-ajuda. Macacos que se acham digno da atenção dos deuses. Afinal, qual o legado da humanidade? Valeu à pena? O sangue, as vísceras, os gritos de nossos ancestrais serviram pra quê? Para que nós, idiotas infantilizados, covardes, preguiçosos e obesos abríssemos mão da vida? Trocamos a oportunidade de viver perigosa e intensamente para nos dedicar ao tédio, à ilusão de segurança. Estamos só acumulando gordura, esperando pela grande fome que está por vir. Estamos só acumulando ódio. Que vergonha! Chegamos até aqui pra nada. Fodemos legal com nosso futuro. Se houver uma próxima geração eles se perguntarão indignados como pudemos comer tanto sem deixar nada para eles. Transformamos nosso mundo num enorme campo de concentração da alegria. Muita comida e muita diversão. Sem ônus e sem risco. Há algo profundamente desequilibrado em nosso modo de vida. Daqui alguns anos vamos concluir que o único modo de vida ambientalmente viável era o dos norte-coreanos e afegãos. Caralho! Que mundo maravilhoso criamos, mas é pra poucos. O fim é óbvio quando indianos, chineses e brasileiros começam a reclamar seu quinhão de fartura. Precisamos de uma guerra. A última.
Escrito por Alexandre às 10h43
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